Homenagem à Dr. Azevedo
Sob um raio de luz, rosas cresciam em abundancia, não existia nada, nem ninguém, havia apenas belas rosas, rosas vibrantes e hipnotizantes, não havia nada, mais nada havia ali, apenas a plantação de apaixonantes roseiras, tão vermelhas e belas que em um só olhar era possível mergulhar em sua vermelhidão, esse lugar era uma grande planície que em sua atmosfera vibrava tons de vermelho e laranja junto ao azul do céu, com se fosse uma luz que auxiliava aquele lugar. Ah como era formosas aquelas flores, tão vivas e irradiantes, mas entre elas existiam algumas que estavam murchas, seus caules estavam fracos e prestes a quebrar, suas pétalas caiam ao chão e a cada pétala caída seu encanto se esvaia, mas uma doce mão, que irradiava luz, afagou uma das flores e em alguns segundos a planta se recompôs e voltou ao seu estado de encanto, as outras flores foram socorridas por essa energia, cada roseira tinha seu protetor, vinham de bem longe para resgatar e equilibrar as rosas que murcharam e caiam em seus desesperos. Esses protetores que cuidavam das rosas são os doutores e as ciganas representantes da falange de Dr. Azevedo, homenageados dessa noite, as rosas representam o ser que abita o plano terreno, que muitas vezes corrompem a sua essência e necessitam de amparo e auxilio para cobrir tantas rachaduras e falhas.
As grandiosas forças de Ogum e Iansã são utilizadas por essa falange, são as forças que os auxiliam em suas jornadas a fim de cumprirem a sua missão e as utilizam em suas áreas de atuação. Essa falange, ao longo do tempo vem se consolidando e conquistando mais espaço dentro da Umbanda, é composta por grandes espíritos que contem grandes conhecimentos e sabedorias, muitos enquanto estiveram na terra, foram grandes doutores, escritores, mestres e conhecedores de diversas áreas do saber , até mesmo, grandes doutores que até hoje são conhecidos pelos seus trabalhos e obras , que é um dos motivos para muitos não se manifestarem com o seu próprio nome, muitos são anônimos. As ciganas e os ciganos, assim como os doutores, são entidades que fazem parte da falange, são espíritos livres e leves, transmitem a todos o desapego material e o interesse nos verdadeiros sentimentos que cada coração emana, são conhecedores do ser, das ligações que unem dois espíritos, conhecem o amor e as paixões, trabalham no sentimental e emocional, equilibrando e ajustando tudo oque há necessidade, cuidam de diversos tipos de amor como: o amor familiar, o amor entre um relacionamento ou o amor entre as pessoas, essa falange tão formosa traz o conhecimento com grande sabedoria, com o objetivo de transmiti-lo a todos que o quer alcançar, nos ensinam a adquirir o conhecimento e o transmitem, mas sempre pedem para buscarmos a sabedoria, pois ela é vivencial e individual.
A falange dos doutores e das ciganas também nos auxilia no setor do trabalho e dos estudos, nos aconselhando a seguir caminhos onde podemos evoluir e conquistar nossos objetivos e desejos, a caminhos onde podemos ter o aprimoramento do ser, para que não fiquemos presos à estagnação, ao conformismo e a falta de evolução.
Oh grandiosa falange do Dr. Azevedo, vivemos em tempos de desilusões, onde o verdadeiro, não importa e o sentimento e as relações são mantidas em segundo plano, vivemos em tempos que não compreendemos que não adianta pedir um milagre seja na vida financeira, amorosa ou familiar, não entendemos que o equilíbrio e a ligação que temos com Deus, deve sempre estar em primeiro plano, sempre acima do material, então neste contexto pedimos que possam atuar como uma ponte da saída da ignorância para o esclarecimento profundo e eterno, para que enxerguemos a verdade por traz desse nevoeiro, que possamos despertar e ver a essência que move o mudo.
Rosas, belas rosas,
Se não fossem rosas
Seriam belos amores.
No Jardim nascer,
Para o conhecimento florescer
E o trabalho engrandecer.
E no terreiro de Umbanda
Todo esse florescer
Seja levado para o mundo
Pelas ciganas e doutores
Que iram faze-lo crescer.
Salve à falange de Doutor Azevedo.

